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O Modelo Big de apresentação (ESTUDO DE CASO)

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O BIG é um escritório muito admirado entre os arquitetos por seus grandes feitos e por ser um arquiteto tão jovem que alcançou sua glória antes dos 40 anos.

Bjarke Ingels está no seu apogeu.

E hoje é um dos arquitetos mais solicitados do mundo.

Está entre os seus projetos mais aclamados:

Via 57 West ( Em Nova York)

 

 

Pavilhão Serpentine

 

The Mountain

 

Ele provou que além de ideias visionárias, é preciso saber executar.

E seu cuidado e jeito único de apresentar seus projetos foi, e é o alicerce necessário para trazer para si a confiança dos investidores.

Hoje eu vou mostrar o modelo BIG de apresentação.

Que causou uma disrupção no concorrido mercado da arquitetura.

E tornou o BIG um dos escritórios mais renomados do mundo.

Ao final dessa leitura…

Você terá uma ideia clara de como adaptar e aplicar em seus próprios projetos uma metodologia de apresentação única e convincente.

Inclusive, as 3 grandes lições que aprendi quando tive contato com esse modelo há mais de 4 anos.

A simplicidade do Modelo BIG de apresentação de suas ideias:

  • Ao invés de buscar a revolução, o foco é na evolução
  • Contar a história por trás dos bastidores
  • Desenvolvimento de processos

 

Olhar para a arquitetura antiga e atual, é um exercício constante do Bjarke Ingels.

E ao invés de revolucionar ao criar algo totalmente novo, sua busca é focar no que pode ser melhorado.

Um olhar para o futuro.

O que o leva a estar sempre 10 passos a frente.

E na prática, em seus projetos, essa evolução é clara através das histórias contadas por trás da construção de suas ideias.

 

Histórias essas contadas através de:

  • Diagramas
  • Gráficos
  • Simbologias
  • Desenhos ilustrativos
  • Imagens 3D
  • E até no formato gibi

 

A evolução está no processo e como ele é contado.

Temos aqui uma fórmula:

Evolução= história x processo²

E antes de compartilhar as 3 lições que aprendi estudando e até mesmo aplicando esse modelo…

Eu vou te mostrar a evolução do modelo BIG.

Assim, você poderá sentir na prática como ele funcionou tão bem.

MARITIME YOUTH HOUSE

Quando a arquitetura do Bjarke surgiu, a arquitetura da Dinamarca não apresentava mudanças significativas.

O Maritime Youth House, seu primeiro projeto como escritório BIG, ganhou diversos prêmios.

O terreno apresentava várias problemáticas.

Dentre eles o solo contaminado.

Com pouca verba, quase toda ela iria para remoção do solo.

O que dificultaria a execução do projeto com o orçamento comprometido.

Seguindo os 3 pilares, a aplicação nesse projeto se resume:

 

1.- Evolução ao invés de Revolução

Naquele ano, o tema sustentabilidade estava em alta.

Assunto muito discutido.

Aplicá-lo na prática incorporando as problemáticas que o projeto trazia foi reconhecido como uma evolução no tema.

Como o exemplo citado acima.

Com o terreno contaminado, devido os bascos serem pintados ali, a ideia foi elevar o projeto fazendo um deck suspenso para evitar o contato das pessoas com o solo contaminado.  

 

  1. Contar a história por trás dos Bastidores

O BIG tem como premissa narrar como eles fizeram pra chegar naquela solução de projeto.

Eles fazem isso ao mostrar:

  • todos os estudos de maquete até chegar na forma desejada
  • diagramas de como pensou na circulação, ventilação e insolação, acessos.
  • Imagens 3D e imagens ilustrativas

E mesmo após o projeto ser construído, ele continua contando a história dele. Mas agora, de como o projeto tem sido usado.

Então, ele conta a história de seus projetos em 3 etapas:

  • Etapa 1 – Estudo do Terreno

História sobre o terreno do projeto, o entorno, onde está inserido e as problemáticas que ele tem. E as necessidades do cliente para aquele projeto.

  • Etapa 2 – Criação e Execução do Projeto

Depois, ele conta a história de como ele pensou no projeto. Como foi o processo até chegar naquela solução apresentada. Ele faz isso com diagramas e imagens 3D. E também conta do processo de construção de projeto. Dos desafios de execução.

  • Etapa 3 – Após a Conclusão do Projeto

E por último, a história de como as pessoas se apropriaram do espaço construído.

Histórias envolvem as pessoas. Nesse caso, trazem a compreensão de como cada coisa foi pensada. De como se fez pra chegar naquele resultado.

Contar histórias aumenta o poder de persuasão e encantamento.

 

  1.  Desenvolvimento de Processos

 

Para contar as histórias, exemplos ilustrativos auxiliam na compreensão do projeto .

Para isso, o BIG usa de desenhos gráficos, esquemas, diagramas, desenhos, identidade visual.

 

THE VM HOUSE

 

THE VM HOUSE

Um construtor

Um terreno

Orçamento baixo (comum)

BIG em seu início da construção de identidade.

Coragem e ousadia.

  1. Evolução ao Invés de Evolução

Olhou para a cidade. Prédios comuns.

O terreno: precisava de um projeto que trouxesse novidade.

Apartamentos com pé-direito alto, e 3 andares.

Um corredor de circulação a cada 3 andares ( diminuição dos custos)

110 apartamentos vendidos em apenas um domingo.

  1. Contar a História por Trás dos Bastidores

Olá,

Bjarke disse ao construtor: Olá, somos uma empresa nova de arquitetura, somos bons pra caramba, muito criativos, muito inteligentes e nosso serviço é bem barato.

  1. Aplicação de Processos

Acrescenta-se ao processo apresentação pessoal e da empresa.

Confiança (início)

Ousadia (meio)

Competência (fim)

3 Lições do Modelo BIG de Apresentações

 

Criação de oportunidades + Ideias ousadas + processos.

 

Durante mais de 10 anos, o modelo BIG se mostrou vencedor.

Pensamento simples, porém muito bem executado.

Aqui vai as lições que tirei dele.

E até mesmo começamos a aplicar em nosso negócio nesse ano de 2018.

 

Lição 1 – Pegue o Elevador

Se você acrescentar os 3 elementos do modelo BIG, você vai optar subir pelo elevador ao invés de subir um degrau por vez.

Então, sua receita terá mais dois componentes, velocidade e direção.

Passos tímidos são demorados e levam tempo. A escada é um meio convencional de subir de um patamar até outro.

O elevador é mais inteligente para subir um edifício de 20 andares.

Agora que sabe que pode ir de elevador, metaforicamente, se tivesse que escolher, por qual subiria? Escada ou elevador?

 

Lição 2 – Adapte e improvise

“ Você deve sempre se adaptar e improvisar às oportunidades e acidentes que acontecem, e o tipo de confusões do mundo. ” Bjarke

Criar as próprias oportunidades.

Ser flexível.

Maleável.

Adaptar.

Improvisar.

O projeto The Mountain é um exemplo.

Um terreno onde já tinha um edifício garagem.

A ideia do construtor era fazer um edifício tradicional ao lado.

Bjarke pensou: e por que não unir os dois em um único prédio?

 

Lição 3 – Conte Histórias

Histórias são poderosas para envolver e encantar pessoas.

Mostrar para o cliente como se chegou no resultado do projeto, traz mais segurança e melhor entendimento.

Mostrar os detalhes construtivos, pensar em como apresentar todas essas ideias de forma visual.

Com diagramas, esquemas, com detalhes, com cortes humanizados.

O BIG tem uma maneira única de apresentar seus projetos.

Então: criar identidade e conexão através da apresentação do projeto, traz o cuidado em cada detalhe.

Conclusão

Muitas vezes bloqueamos o nosso potencial por acreditar que precisaríamos de muitos recursos e conhecimento para produzir obras como a do BIG.

O fato é que conhecimento você pode adquirir.

E com ele cavar oportunidades e recursos para projetar obras extraordinários.

Nós tendemos a acreditar mais nas barreiras que nos impedem de seguir por esse caminho do que acreditar no sucesso.

A jornada do Bjarke não foi fácil.

O mais importante é se manter com a mente aberta para as possibilidades e também entender que as falhas e as críticas fazem parte do processo.

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